INTERVENÇÃO TELEFÔNICA PARA O MANEJO DA FADIGA EM RADIOTERAPIA: PROJETO PILOTO DE ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

Introdução: Entre as formas de tratamento do câncer está a radioterapia que se configura como uma das principais modalidades terapêuticas, usada em aproximadamente 60% dos casos. Entretanto, traz alguns efeitos adversos, que podem ocorrer independente da área de tratamento, como a fadiga. Apesar da alta prevalência de fadiga entre os pacientes em tratamento de radioterapia e do alto impacto na qualidade de vida, esta permanece subdiagnosticada e subtratada pela equipe multiprofissional. Segundo guidelines internacionais, todos os pacientes oncológicos devem receber orientações sobre fadiga durante e após o tratamento. Logo, a monitorização telefônica realizada pelo enfermeiro configura-se como uma estratégia eficaz para fornecer informações, dado que a maioria destas preocupações podem ser abordadas no âmbito da prática de enfermagem. Objetivo: avaliar a eficácia de um programa de ensino via telefônica como intervenção de enfermagem no controle da fadiga em pacientes oncológicos submetidos à radioterapia. Método: estudo piloto de ensaio clínico randomizado, que utilizou dois instrumentos: escala de fadiga de Piper validada no Brasil e formulário com dados sociodemográficos e clínicos. Foi realizada a alocação aleatória dos pacientes em uma das duas condições do estudo, sendo para o Grupo Controle (GC): avaliação da fadiga e orientações padrões da unidade de tratamento, e Grupo Experimental (GE): orientação sobre manejo da fadiga via intervenção telefônica. O processo de randomização dos participantes foi realizado, com o auxílio de um estatístico, por meio do programa Epi- Info 7.1.4, com permuta em blocos na taxa de 1: 1. A intervenção telefônica efetuou-se por 03 ligações no decorrer de 06 semanas de tratamento radioterápico. Resultados: Os escores de fadiga apresentados pelo GC aumentaram ao longo das semanas de tratamento radioterápico, enquanto que os do GE diminuíram. Evidenciou-se diferença nos escores, entre os GE e GC, nas três dimensões de fadiga: comportamental, afetiva e sensorial, com melhor desempenho no grupo submetido à intervenção telefônica. Conclusão: verificou-se que o programa de ensino por via telefônica se mostrou eficaz no controle da fadiga. Conclui-se, portanto, que a identificação da fadiga como problema relevante nos pacientes oncológicos deve direcionar a atenção dos profissionais no sentido do seu adequado reconhecimento e manejo.

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About the Journal

Journal: Brazilian Journal of Oncology

DOI: 10.1055/s-00059887

e-issn: 2526-8732

Publisher: Thieme Revinter Publicações Ltda.

Publisher address: Rua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil

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Local: Hotel Windsor Barra, in Rio de Janeiro (RJ)

Data: October 23, 2019