GLIOBLASTOMA MULTIFORME EM PACIENTE PEDIÁTRICO. A ABORDAGEM DA ENFERMAGEM NA RADIOTERAPIA: UM RELATO DE CASO

Apresentação do caso: Paciente do sexo masculino, 3 anos e 10 meses de idade, encaminhado ao Serviço de Oncopediatria de um hospital referência na cidade de Porto Alegre para investigação de marcha atáxica e de ptose à direita com apresentação subaguda. Realizada ressonância nuclear magnética (RNM), que apresentava lesão expansiva compatível com glioma de tronco encefálico, comprometendo bulbo, ponte e mesencéfalo. Optou-se por biópsia de lesão intracraniana para avaliação do grau histológico e de possível introdução de quimioterápico, sendo confirmando diagnóstico de glioblastoma grau IV da OMS. Criança encaminhada para tratamento radioterápico com 54 Gy em 27 frações, incluindo o uso de temozolamida. Discussão : O GBM é um tumor difusamente infiltrativo, envolvendo grandes porções cerebrais, de crescimento rápido. Embora possa ocorrer em qualquer faixa etária é mais comumente observado em adultos entre 50 a 70 anos de idade, o que contrasta com o paciente relatado no presente caso. Ademais, pacientes jovens tendem apresentar um prognóstico mais favorável. Mesmo sendo um tumor relativamente raro é de particular interesse da área, uma vez que a sobrevida média, após o diagnóstico não ultrapassa 20 meses e apenas 5% alcançam os 5 anos de idade. Quando passível de neurocirurgia, esta deve ser a abordagem inicial, objetivando a ressecção completa da lesão por esta melhorar a sobrevida do paciente quando comparada a ressecção parcial ou biópsia, sendo necessário realizar radioterapia e/ou quimioterapia adjuvante. Durante este período, a enfermagem, deve estar presente durante os processos de intervenção e tratamento, interagindo no cuidar da criança e de seus familiares. Comentários Finais: Durante o tratamento radioterápico, a enfermagem tornou-se de grande importância na abordagem e evolução deste paciente e na interação com seus familiares, explicando os cuidados durante o tratamento e a importância da participação dos mesmos neste processo, ouvindo suas dúvidas e respeitando suas opiniões para o entendimento do tratamento e importância da sua continuidade, estando cientes do prognóstico reservado, assim melhorando a qualidade de vida desta criança. A humanização requer dos profissionais de enfermagem conhecimento, disposição, interesse ativo, afetividade, flexibilidade, busca por aprimorar o cuidado, responsabilidade, sensibilidade, capacidade de escutar oportunizando a expressão de sentimentos sem pré-julgamentos ou censuras.

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About the Journal

Journal: Brazilian Journal of Oncology

DOI: 10.1055/s-00059887

e-issn: 2526-8732

Publisher: Thieme Revinter Publicações Ltda.

Publisher address: Rua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil

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Data: October 23, 2019